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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jardineiros ou pessoas de sucesso? Do que precisamos realmente?!

Recentemente li dois textos de fontes distintas, mas que relendo os dois vislumbrei o quão em comum havia por meio de uma simples imagem...
 
 
"O planeta não precisa de mais pessoas de sucesso.

O planeta não precisa de mais "pessoas de sucesso". O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo. Preci...sa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido".

Movimento Novos Rurais
 https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture
 
Uma das bases do modelo atual de desenvolvimento de nossa sociedade é o consumo, estimulado e muitas vezes desenfreado. Como fugir desta lógica? E qual o papel da Igreja nessa mudança de perspectiva?
Para escapar dessa lógica é necessário descrer. Descrer do desenvolvimento substantivo e do crescimento como objetivo medido pelo que se consome. Consumo no passado era sinônimo de tuberculose e consumidor era a bactéria que a causava. Para escapar dessa lógica, a igreja precisa deixar de admirar a capacidade de consumir, que nos reduz à imagem de uma bactéria. Antes, deve nos encorajar a sermos a imagem de um Deus criativo e plantador de jardins, que estabelece limites para o viver, renúncias a abraçar e a sacralidade de tudo que há na criação, à qual somos chamados a observar e preservar (Gn 2.15).  (Cláudio Oliver) via site da Ultimato: http://www.ultimato.com.br/conteudo/perguntas-e-respostas-sobre-meio-ambiente )
 
Somos a imagem do Deus que planta jardins...Que coisa formidável.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Fé dos Derrotados

O vídeo e o texto abaixo eu li no blog do Hermes Fernandes, que sempre acompanho como um Oásis na internet. Na verdade a fonte é o site Púlpito Cristão, mas com o devido comentário excelente do companheiro e irmão Hermes.

A Fé dos Derrotados


Em choque. Choro contido... peito doendo... semi-depressivo.

Quantas vezes preguei sobre isso, li sobre o tema... mas... sabem aquela história de que imagens falam mais que palavras? Pois é...

De que trata o vídeo? Da fé mais vitoriosa que existe: A fé que vence a prova e conduz à glorificação. Da fé bíblica, que não é apenas possibilidade de ter, mas também a capacidade de não ter. A fé que tudo possui, mesmo sem nada possuir.

Depois de tudo, fica a pergunta: Como os profetas da prosperidade de hoje classificariam esses cristãos primitivos?

Fonte: Púlpito Cristão (Títiulo original: Heróis da Fé ou derrotados?)

Comentário de Hermes Fernandes:

Meu caro Leonardo Gonçalves, compactuo da mesma indignação. Será que a atual geração de crentes mimados pela Teologia da Prosperidade está honrando o sangue desses mártires? É revoltante assistir aos mentores desta teologia se dizendo vítimas de perseguições por amor a Cristo. Será que eles não têm temor de Deus? Como se pode ser tão presunçoso a ponto de comparar o que esses mártires sofreram com uma prisão por entrar com dinheiro não declarado nos Estados Unidos? Isso chega a ser um ultraje, uma blasfêmia.
 
Gostaria de todos que se dizem cristãos neste país assistissem a estas cenas e respondessem a si mesmos: Será que estamos servindo e amando a Deus com a mesma intensidade? Será que este evangelho que nos foi apresentado contém pelo menos 1% da mensagem original, capaz de levar pessoas a abriram mão de suas próprias vidas? Acho que já sabemos a resposta. Um Evangelho de auto-estima, de amor próprio, de triunfalismo barato, não suportaria tudo isso. Sinceramente: entre os crentes primitivos e os atuais, quem são os verdadeiros vencedores? Quem, de fato, venceu o mundo?
 
Que Deus tenha misericórdia de nossa petulância. Estou aqui perturbado, envergonhado, e desejoso de conhecer mais este Deus. O Deus dos derrotados (aos olhos dos homens, porém mais que vencedores aos olhos do Pai).
 
Difícil assistir e não chorar... Miserável homem que sou... jamais sofri coisa alguma pelo Teu Nome, Senhor!
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