"O jejum que desejo não é este, soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?" (Isaías 58:6-7)
sábado, 18 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Gari carioca, Renato Sorriso, estrela do Carnaval participará do encerramento das Olimpíadas
Reportagem do Portal R7 sobre uma figuraça das mais folclóricas aqui do RJ, a qual tenho satisfação de conhecê-lo e por vezes trabalhar com ele de vez em quando. Nessa matéria Paulo henrique Amorin entrevista o Renato Sorriso lá em Londres, com muito humor, naturalmente.
http://videos.r7.com/gari-carioca-que-brilha-no-carnaval-participa-do-encerramento-das-olimpiadas/idmedia/5023c3dfe4b08b1b47ee4190.html
http://videos.r7.com/gari-carioca-que-brilha-no-carnaval-participa-do-encerramento-das-olimpiadas/idmedia/5023c3dfe4b08b1b47ee4190.html
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
América Indígena, precursora do mundo 2.0
América Indígena, precursora do mundo 2.0
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Bernardo Gutierrez
– 31/07/2012Posted in: Alternativas, Destaques, Pós-Capitalismo
Surpresa: práticas comunitárias dos povos pré-colombianos anteciparam atitudes de colaboração e compartilhamento que marcam a nascente cultura pós-capitalista
Por Bernardo Gutierrez* | Tradução: Daniela Frabasile
A economia compartilhada está em alta. O croud sourcing (compartilhar um trabalho colaborativo com uma multidão que atua em rede) já é conhecido. O croud funding (financiamento coletivo) chegou com muita força em setores como a cultura. A sociedade P2P (peer-to-peer, de pessoa a pessoa) — mais horizontal, participativa e menos fixada em retribuições econômicas, como definem Yochai Benkler ou Michel Bauwens — ilumina o túnel, como uma das possíveis saídas pós-capitalistas. O commons – o bem comum e os bens coletivos – está em pauta. O co-working já não é tendência: é realidade. Infelizmente, há quem só acredite nessas novas práticas e realidades se um guru do Vale do Silício fala sobre elas. E se existe um termo em inglês…
Surpresa: se estudarmos as práticas da América pré-colombiana veremos que todos os indígenas praticavam o crowd funding, crowd sourcing ou as dinâmicas participativas da era 2.0. A chegada dos povos africanos, com uma forte origem coletiva, também transformou a América (principalmente a latina) em um grande território do comum (commons territory, para aqueles que preferirem). A América pré-capitalista era chic, cool e 2.0, não é mesmo? E ainda é. Os indígenas anteciparam-se em vários séculos no que diz respeito à chamada economia do compartilhamento (sharing economy). A mega crise mundial está pressionando a produção a uma mudança irreversível. E o pós-capitalismo tem algumas de suas raízes naquele pré-capitalismo da América indígena.
Nota aos incrédulos: preparei uma rápida revisão de alguns termos e práticas colaborativas dos povos indígenas da América Latina. Que cada um complete e atualize a lista como queira, porque sem dúvida é apenas uma aproximação.
Tequio. É uma forma de trabalho em prol do coletivo muito enraizado na cultura zapoteca. Os integrantes de uma comunidade fornecem material ou sua força de trabalho para realizar uma obra comunitária. Pode ser uma escola, um poço ou uma estrada. O indivíduo não pode ser nunca o único a ser beneficiado pelo tequio. Tem um toque de crowd sourcing, um pouco de crowd funding e muito de commons. O tequio ainda funciona em alguns estados mexicanos. Em Oaxaca, está protegido por uma lei estatal. Existem outros termos para práticas similares, como gozona e o trabalho a mano vuelta.
Potlatch. As tribos indígenas do Pacífico, nos Estados Unidos e Canadá, praticavam um ritual de troca que, na essência, é igual à troca de arquivos peer-to-peer da era digital. O potlatch, usado pelos povos Haida, Tlingit, Tsimshian, Salish, Nuu-chah-nulth, e Kwakiutl, é o peer-to-peer em estado puro. O potlatch não era um escambo. Os povos distribuíam alimentos (principalmente carne de foca e salmão) e riqueza para outras tribos que não tinham vivido um bom ano. Um detalhe importante: alguns colonizadores europeus enriqueceram-se graças ao potlatch. Exatamente como os cantores famosos que, segundo estudos, beneficiam-se da troca de arquivos entre usuários — que alguns empenham-se em chamar de pirataria…
Guelaquetza. A tradição de guelaguetza, do estado mexicano de Oaxaca, lembra uma mescla do tequio e do potlatch. A palavra significa “troca recíproca de presentes e serviços”. Sua prática se tece entre as relações recíprocas que unem as pessoas. É a base de uma rede de cooperação entre famílias e até entre povos e municípios. A guelaguetza deriva também de uma celebração sincrética que acontece na cidade de Oaxaca.
Minga. É um termo quechua que define um mecanismo ancestral de trabalho coletivo, muito comum no norte do Peru e no Equador. O objetivo da comunidade está acima de qualquer benefício individual. A colaboração, acima da competição. É 100% commons economy + crowd sourcing. Não é coincidência que a Cultura Senda, que trabalha com a cultura de rede, tenha realizado recentemente, em Quito, um seminário chamado Open Minga. A minga, segundo o texto da Cultura Senda, “implica no desafio de superar egoísmos, protagonismos, desconfianças, preconceitos e inveja; males que muitas vezes espreitam o trabalho coletivo e a mobilização social”. Além disso, “implica em aprender a escutar e obedecer propondo”.
Ayni. Trata-se de algo com significado muito próximo da minga, que define um sistema de trabalho de reciprocidade familiar entre os membros da ayllu (uma comunidade que trabalha com a propriedade coletiva). O mais comum é trocar trabalhos na agricultura, pastoreio, cozinha ou na construção de casas. Essa tradição continua viva não apenas em muitas comunidades camponesas, mas também na população mestiça no Equador, Bolívia, Peru e Chile. Os bancos de tempo, para troca de serviços no movimento espanhol 15-M por exemplo, têm muito de ayni.
Mutirão. É um termo de origem tupi, usado no Brasil para definir uma mobilização coletiva baseada na ajuda mútua não remunerada. A definição de mutirão na Wikipedia é bastante redonda: “uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo e na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e se ajudam, com um sistema rotativo e sem hierarquia”. É muito usado para ações coletivas não remuneradas como limpeza de parques, ruas , escolas… Para esta prática de ação comunitária existem muitos sinônimos: muxirão, muxirã, muquirão, putirão, putirum, pixurum, ponxirão, punxirão ou puxirum.
Córima. O povo mexicano rarámuri, que vive nas montanhas de Chihuahua, usa o termo córima para definir um ato de solidariedade com alguém que está passando mal. Não oferecer córima a alguém que precisa de ajuda é considerado uma violação de uma obrigação e uma ofensa. A definição também inclui a “prática do bem comum”. Não é muito relacionada à caridade, já que os rarámuri estão longe da moral católica. A máxima autoridade das decisões desse povo é a assembleia, como nos movimentos como 15M, Occupy Wall Street e o mexicano #YoSoy32.
Maloca. É uma casa comunitária utilizada pelas tribos indígenas da região amazônica do Brasil e da Colômbia. Nela, diferentes famílias convivem, Compartilham o lugar de trabalho, da mesma forma que os espaços de co-working. A propriedade é coletiva, como as ocupações (squatter communities) na Europa. O commons dita o dia a dia. De noite, a maloca é um centro de conhecimento. Contam histórias, mitos, lendas. As tendas da campanha da praça Tahir, no Cairo; na Puerta del Sol, de Madri; ou de Zuccotti Park, em Nova York, durante o Occupy Wall Street, poderiam ser a versão tecno dessas casas coletivas na Amazônia.
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Bernardo Gutierrez (@bernardosampa) é jornalista, escritor e consultor digital. Pesquisa o mundo P2P e as novas realidades da cultura open source. Fundador da rede de inovação Futura Media.net
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Bernardo Gutierrez
– 31/07/2012Posted in: Alternativas, Destaques, Pós-Capitalismo
Surpresa: práticas comunitárias dos povos pré-colombianos anteciparam atitudes de colaboração e compartilhamento que marcam a nascente cultura pós-capitalista
Por Bernardo Gutierrez* | Tradução: Daniela Frabasile
A economia compartilhada está em alta. O croud sourcing (compartilhar um trabalho colaborativo com uma multidão que atua em rede) já é conhecido. O croud funding (financiamento coletivo) chegou com muita força em setores como a cultura. A sociedade P2P (peer-to-peer, de pessoa a pessoa) — mais horizontal, participativa e menos fixada em retribuições econômicas, como definem Yochai Benkler ou Michel Bauwens — ilumina o túnel, como uma das possíveis saídas pós-capitalistas. O commons – o bem comum e os bens coletivos – está em pauta. O co-working já não é tendência: é realidade. Infelizmente, há quem só acredite nessas novas práticas e realidades se um guru do Vale do Silício fala sobre elas. E se existe um termo em inglês…
Surpresa: se estudarmos as práticas da América pré-colombiana veremos que todos os indígenas praticavam o crowd funding, crowd sourcing ou as dinâmicas participativas da era 2.0. A chegada dos povos africanos, com uma forte origem coletiva, também transformou a América (principalmente a latina) em um grande território do comum (commons territory, para aqueles que preferirem). A América pré-capitalista era chic, cool e 2.0, não é mesmo? E ainda é. Os indígenas anteciparam-se em vários séculos no que diz respeito à chamada economia do compartilhamento (sharing economy). A mega crise mundial está pressionando a produção a uma mudança irreversível. E o pós-capitalismo tem algumas de suas raízes naquele pré-capitalismo da América indígena.
Nota aos incrédulos: preparei uma rápida revisão de alguns termos e práticas colaborativas dos povos indígenas da América Latina. Que cada um complete e atualize a lista como queira, porque sem dúvida é apenas uma aproximação.
Tequio. É uma forma de trabalho em prol do coletivo muito enraizado na cultura zapoteca. Os integrantes de uma comunidade fornecem material ou sua força de trabalho para realizar uma obra comunitária. Pode ser uma escola, um poço ou uma estrada. O indivíduo não pode ser nunca o único a ser beneficiado pelo tequio. Tem um toque de crowd sourcing, um pouco de crowd funding e muito de commons. O tequio ainda funciona em alguns estados mexicanos. Em Oaxaca, está protegido por uma lei estatal. Existem outros termos para práticas similares, como gozona e o trabalho a mano vuelta.
Potlatch. As tribos indígenas do Pacífico, nos Estados Unidos e Canadá, praticavam um ritual de troca que, na essência, é igual à troca de arquivos peer-to-peer da era digital. O potlatch, usado pelos povos Haida, Tlingit, Tsimshian, Salish, Nuu-chah-nulth, e Kwakiutl, é o peer-to-peer em estado puro. O potlatch não era um escambo. Os povos distribuíam alimentos (principalmente carne de foca e salmão) e riqueza para outras tribos que não tinham vivido um bom ano. Um detalhe importante: alguns colonizadores europeus enriqueceram-se graças ao potlatch. Exatamente como os cantores famosos que, segundo estudos, beneficiam-se da troca de arquivos entre usuários — que alguns empenham-se em chamar de pirataria…
Guelaquetza. A tradição de guelaguetza, do estado mexicano de Oaxaca, lembra uma mescla do tequio e do potlatch. A palavra significa “troca recíproca de presentes e serviços”. Sua prática se tece entre as relações recíprocas que unem as pessoas. É a base de uma rede de cooperação entre famílias e até entre povos e municípios. A guelaguetza deriva também de uma celebração sincrética que acontece na cidade de Oaxaca.
Minga. É um termo quechua que define um mecanismo ancestral de trabalho coletivo, muito comum no norte do Peru e no Equador. O objetivo da comunidade está acima de qualquer benefício individual. A colaboração, acima da competição. É 100% commons economy + crowd sourcing. Não é coincidência que a Cultura Senda, que trabalha com a cultura de rede, tenha realizado recentemente, em Quito, um seminário chamado Open Minga. A minga, segundo o texto da Cultura Senda, “implica no desafio de superar egoísmos, protagonismos, desconfianças, preconceitos e inveja; males que muitas vezes espreitam o trabalho coletivo e a mobilização social”. Além disso, “implica em aprender a escutar e obedecer propondo”.
Ayni. Trata-se de algo com significado muito próximo da minga, que define um sistema de trabalho de reciprocidade familiar entre os membros da ayllu (uma comunidade que trabalha com a propriedade coletiva). O mais comum é trocar trabalhos na agricultura, pastoreio, cozinha ou na construção de casas. Essa tradição continua viva não apenas em muitas comunidades camponesas, mas também na população mestiça no Equador, Bolívia, Peru e Chile. Os bancos de tempo, para troca de serviços no movimento espanhol 15-M por exemplo, têm muito de ayni.
Mutirão. É um termo de origem tupi, usado no Brasil para definir uma mobilização coletiva baseada na ajuda mútua não remunerada. A definição de mutirão na Wikipedia é bastante redonda: “uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo e na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e se ajudam, com um sistema rotativo e sem hierarquia”. É muito usado para ações coletivas não remuneradas como limpeza de parques, ruas , escolas… Para esta prática de ação comunitária existem muitos sinônimos: muxirão, muxirã, muquirão, putirão, putirum, pixurum, ponxirão, punxirão ou puxirum.
Córima. O povo mexicano rarámuri, que vive nas montanhas de Chihuahua, usa o termo córima para definir um ato de solidariedade com alguém que está passando mal. Não oferecer córima a alguém que precisa de ajuda é considerado uma violação de uma obrigação e uma ofensa. A definição também inclui a “prática do bem comum”. Não é muito relacionada à caridade, já que os rarámuri estão longe da moral católica. A máxima autoridade das decisões desse povo é a assembleia, como nos movimentos como 15M, Occupy Wall Street e o mexicano #YoSoy32.
Maloca. É uma casa comunitária utilizada pelas tribos indígenas da região amazônica do Brasil e da Colômbia. Nela, diferentes famílias convivem, Compartilham o lugar de trabalho, da mesma forma que os espaços de co-working. A propriedade é coletiva, como as ocupações (squatter communities) na Europa. O commons dita o dia a dia. De noite, a maloca é um centro de conhecimento. Contam histórias, mitos, lendas. As tendas da campanha da praça Tahir, no Cairo; na Puerta del Sol, de Madri; ou de Zuccotti Park, em Nova York, durante o Occupy Wall Street, poderiam ser a versão tecno dessas casas coletivas na Amazônia.
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Bernardo Gutierrez (@bernardosampa) é jornalista, escritor e consultor digital. Pesquisa o mundo P2P e as novas realidades da cultura open source. Fundador da rede de inovação Futura Media.net
Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras, por Igrejas Ecocidadãs.
Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras.
Por Igrejas Ecocidadãs
Entre os dias 15 e 22 de junho de 2012 Igrejas Ecocidadãs estiveram presentes na cidade do Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20 (evento oficial da ONU), e da Cúpula dos Povos (evento paralelo organizado pela sociedade civil).
Como movimento cristão criado para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental, as Igrejas Ecocidadãs conseguiram reunir estrategicamente instituições, igrejas, organizações e pessoas, que deram voz histórica na Rio+20, por meio de acesso ao evento oficial da ONU e atividades autogestionadas na Cúpula dos Povos, que incluíram mesas de diálogo, dia de oração, caminhada pela sustentabilidade, coleta de assinaturas para a petição “Fale por um Mundo Justo e Sustentável” e entrega simbólica de mais de 400 cartões da petição assinados ao ministro Gilberto de Carvalho, entre outras atividades.
Em meio às diversas iniciativas da sociedade civil, as quais buscavam discutir e refletir sobre ações práticas para o desenvolvimento sustentável, o documento final da conferência oficial – com 49 páginas e 283 parágrafos, assinado por 188 países e intitulado “O futuro que queremos” (disponível em inglês e espanhol no site da ONU) – apenas elencou diversos problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável, não apontando caminhos e metas claras e práticas para solucioná-los. Dessa forma, a maioria das decisões efetivas ficou postergada para o ano de 2015, prazo também para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Embora entendamos a complexidade de uma negociação por consenso entre quase duzentos países, como cristãos, não concordamos em ter um documento chamado “O futuro que queremos” se este documento não menciona responsabilidades específicas e prazos para adoção de medidas por uma real sustentabilidade. A população mundial já chegou a 7 bilhões e há tempos os limites ambientais de nosso planeta já foram ultrapassados devido ao modelo atual de produção e consumo. Esperávamos, portanto, que este documento exigisse ações mais efetivas, que levasse em consideração os limites ecossistêmicos do planeta e a desigualdade social entre as nações. A sociedade civil, na Cúpula dos Povos, apontou para outro caminho, uma discussão que olhasse o mundo para além da lógica desenvolvimentista, valorizando o ser humano. Pensar o futuro que queremos extrapola a lógica do desenvolvimento e nos coloca diante do desafio de preservar a vida!
Ainda assim, para nós do Movimento Igrejas Ecocidadãs, o resultado desta conferência é positivo, à medida que temos mobilizado a sociedade civil em busca da construção de ações socioambientais que garantam, por exemplo, o acesso universal à água e alimento no curto prazo. Cremos que as discussões da transição para um planeta mais equilibrado devam ser permeadas por uma agenda ética e moral cristã, a qual poderá nortear as principais metas a serem adotadas pelos governos nos próximos anos.
Acreditamos que deve existir diálogo, compromisso e amor entre as gerações para se promover o desenvolvimento sustentável. O cristianismo, neste contexto, tem todo o potencial para ser a ponte ética na construção de alternativas, trazendo significado espiritual, social e ambiental. Cremos que a fé bíblica é essencial para a solução de nossos problemas sociais e ambientais e, por isso, desafiamos as igrejas locais a assumirem os seguintes compromissos:
1.Reconhecer que o cuidado com a criação de Deus – criador dos céus e terra, fundador do mundo e tudo o que nele existe – faz parte também da missão da igreja;
2.Arrepender-se de sua omissão no cuidado ao meio ambiente, e repudiar o modo com o qual temos permitido a destruição do trabalho do Criador;
3.Informar sistematicamente e envolver ativamente a comunidade de fiéis nos temas socioambientais, oportunizando o contato com a base teológica sobre o tema;
4.Incentivar entre seus membros a adoção de um estilo de vida simples e solidário, modelo vivido e pregado por Jesus Cristo;
5.Reavaliar o uso e destinação que a igreja faz dos recursos naturais e materiais (água, energia, papel, embalagens, copos descartáveis, lixo, esgoto, etc.);
6.Envolver-se com a comunidade onde está inserida, a fim de buscar coletivamente soluções para os problemas locais;
7.Resgatar o vínculo teológico a respeito das questões socioambientais, a partir dos seus líderes e pastores, incluindo seminários;
8.Envolver-se ativamente com as Igrejas Ecocidadãs a fim de ampliar o debate entre organizações cristãs sobre questões socioambientais e a base de fé cristã;
9.Ampliar a visão de missão e diaconia, contribuindo financeiramente com projetos socioambientais, prioritariamente locais.
Por fim, o Movimento Igrejas Ecocidadãs reconhece que por meio de Cristo nos reconciliamos com Deus e consequentemente esta reconciliação é estendida a toda a criação da qual fazemos parte e nos relacionamos de forma interdependente. Portanto, fomos chamados a responder a ordem que nos é dada em Gênesis 1:28 e 2:15, onde devemos nos comprometer em agir de forma consciente e cuidadosa.
Igrejas Ecocidadãs é um movimento de pessoas e organizações cristãs que se uniram para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental. Esta união foi impulsionada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (também conhecida como Rio+20) realizada em junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre Igrejas Ecocidadãs no site www.igrejasecocidadas.org.br, Facebook e Twitter (@IgrejasEco).
Por Igrejas Ecocidadãs
Entre os dias 15 e 22 de junho de 2012 Igrejas Ecocidadãs estiveram presentes na cidade do Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20 (evento oficial da ONU), e da Cúpula dos Povos (evento paralelo organizado pela sociedade civil).
Como movimento cristão criado para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental, as Igrejas Ecocidadãs conseguiram reunir estrategicamente instituições, igrejas, organizações e pessoas, que deram voz histórica na Rio+20, por meio de acesso ao evento oficial da ONU e atividades autogestionadas na Cúpula dos Povos, que incluíram mesas de diálogo, dia de oração, caminhada pela sustentabilidade, coleta de assinaturas para a petição “Fale por um Mundo Justo e Sustentável” e entrega simbólica de mais de 400 cartões da petição assinados ao ministro Gilberto de Carvalho, entre outras atividades.
Em meio às diversas iniciativas da sociedade civil, as quais buscavam discutir e refletir sobre ações práticas para o desenvolvimento sustentável, o documento final da conferência oficial – com 49 páginas e 283 parágrafos, assinado por 188 países e intitulado “O futuro que queremos” (disponível em inglês e espanhol no site da ONU) – apenas elencou diversos problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável, não apontando caminhos e metas claras e práticas para solucioná-los. Dessa forma, a maioria das decisões efetivas ficou postergada para o ano de 2015, prazo também para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Embora entendamos a complexidade de uma negociação por consenso entre quase duzentos países, como cristãos, não concordamos em ter um documento chamado “O futuro que queremos” se este documento não menciona responsabilidades específicas e prazos para adoção de medidas por uma real sustentabilidade. A população mundial já chegou a 7 bilhões e há tempos os limites ambientais de nosso planeta já foram ultrapassados devido ao modelo atual de produção e consumo. Esperávamos, portanto, que este documento exigisse ações mais efetivas, que levasse em consideração os limites ecossistêmicos do planeta e a desigualdade social entre as nações. A sociedade civil, na Cúpula dos Povos, apontou para outro caminho, uma discussão que olhasse o mundo para além da lógica desenvolvimentista, valorizando o ser humano. Pensar o futuro que queremos extrapola a lógica do desenvolvimento e nos coloca diante do desafio de preservar a vida!
Ainda assim, para nós do Movimento Igrejas Ecocidadãs, o resultado desta conferência é positivo, à medida que temos mobilizado a sociedade civil em busca da construção de ações socioambientais que garantam, por exemplo, o acesso universal à água e alimento no curto prazo. Cremos que as discussões da transição para um planeta mais equilibrado devam ser permeadas por uma agenda ética e moral cristã, a qual poderá nortear as principais metas a serem adotadas pelos governos nos próximos anos.
Acreditamos que deve existir diálogo, compromisso e amor entre as gerações para se promover o desenvolvimento sustentável. O cristianismo, neste contexto, tem todo o potencial para ser a ponte ética na construção de alternativas, trazendo significado espiritual, social e ambiental. Cremos que a fé bíblica é essencial para a solução de nossos problemas sociais e ambientais e, por isso, desafiamos as igrejas locais a assumirem os seguintes compromissos:
1.Reconhecer que o cuidado com a criação de Deus – criador dos céus e terra, fundador do mundo e tudo o que nele existe – faz parte também da missão da igreja;
2.Arrepender-se de sua omissão no cuidado ao meio ambiente, e repudiar o modo com o qual temos permitido a destruição do trabalho do Criador;
3.Informar sistematicamente e envolver ativamente a comunidade de fiéis nos temas socioambientais, oportunizando o contato com a base teológica sobre o tema;
4.Incentivar entre seus membros a adoção de um estilo de vida simples e solidário, modelo vivido e pregado por Jesus Cristo;
5.Reavaliar o uso e destinação que a igreja faz dos recursos naturais e materiais (água, energia, papel, embalagens, copos descartáveis, lixo, esgoto, etc.);
6.Envolver-se com a comunidade onde está inserida, a fim de buscar coletivamente soluções para os problemas locais;
7.Resgatar o vínculo teológico a respeito das questões socioambientais, a partir dos seus líderes e pastores, incluindo seminários;
8.Envolver-se ativamente com as Igrejas Ecocidadãs a fim de ampliar o debate entre organizações cristãs sobre questões socioambientais e a base de fé cristã;
9.Ampliar a visão de missão e diaconia, contribuindo financeiramente com projetos socioambientais, prioritariamente locais.
Por fim, o Movimento Igrejas Ecocidadãs reconhece que por meio de Cristo nos reconciliamos com Deus e consequentemente esta reconciliação é estendida a toda a criação da qual fazemos parte e nos relacionamos de forma interdependente. Portanto, fomos chamados a responder a ordem que nos é dada em Gênesis 1:28 e 2:15, onde devemos nos comprometer em agir de forma consciente e cuidadosa.
Igrejas Ecocidadãs é um movimento de pessoas e organizações cristãs que se uniram para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental. Esta união foi impulsionada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (também conhecida como Rio+20) realizada em junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre Igrejas Ecocidadãs no site www.igrejasecocidadas.org.br, Facebook e Twitter (@IgrejasEco).
Segunda foto de Marte
O Império (Capitalista) chega sempre logo...
Última forma: Igreja Universal requer mudança de nome para Igreja Universal Interplanetária do Reino de Deus.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Índia: a oração antinuclear
Do site Da Universidade Humanitas Unisinos
Segunda, 06 de agosto de 2012
Índia: a oração antinuclear
Uma oração contra o "braço de ferro" atômico. Enquanto a Índia desafia a China a golpes de testes nucleares, as Igrejas cristãs indianas invocam o desarmamento. A iniciativa é do Conselho Nacional de Igrejas (NCCI), que exorta os fiéis indianos a celebrar o dia 6 de agosto (67º aniversário do holocausto atômico de Hiroshima), promovendo uma mobilização pela desnuclearização.
A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 05-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em particular, a Igreja Católica está comprometida com o imediato fechamento da usina de Koodankulam (em Tamil Nadu) e a gradual eliminação de todas as centrais existentes na Índia, com uma moratória sobre todos os projetos nucleares e com uma decisiva virada rumo a fontes alternativas de energia e ecocompatíveis.
Essas são as exigências apresentadas ao governo indiano pela Comissão "Justiça e Paz" dos bispos indianos, que manifesta plena solidariedade com todos aqueles que (sem distinção de etnia, religião, casta, status social) levam adiante há meses o protesto não violento em Tamil Nadu (sul da Índia) pelo fechamento da central nuclear de Koodankulam.
Em uma nota enviada à Agência Fides, o secretário da Comissão, Charles Irudayam, o bispo presidente, Yvon Ambroise, e outros bispos membros, como Gerald Almeida e Mathew Arackal, pediram que o governo "garanta a proteção dos cidadãos e o seu direito à vida", sancionado pelo artigo 21 da Constituição, além de proteger o ecossistema e a natureza (artigo 51 da Carta). Mas, para o governo indiano, a carta nuclear tem uma importância principalmente geopolítica.
A Índia, de fato, desafia a China. Nova Déli recentemente testou um novo míssil balístico nuclear que permite superar o desequilíbrio militar com Pequim e, no futuro, começar a fazer parte do clube exclusivo de países que possuem mísseis intercontinentais de longo alcance. O teste de lançamento, de uma base na costa oriental, foi bem sucedido, segundo os cientistas indianos.
O míssil, que tem um alcance de 5.000 quilômetros e, portanto, é capaz de atingir cidades chinesas, russas e da Europa Oriental, é o quinto da série dos "Agni", assim chamados por causa do deus do fogo dos hindus. O teste, realizado a partir da base de Wheeler Island, ao longo de Orissa, levantou um coro de reações entusiásticas por parte da cúpula política e militar.
O primeiro-ministro Manmohan Singh disse que isso representa um "marco para a defesa indiana, para a dissuasão militar e para as novas fronteiras científicas". O ministro da Defesa, A. K. Antony, felicitou os cientistas do centro de pesquisa militar DRDO pelo lançamento "perfeito".
Obviamente, foram de sinal contrário os comentários de Pequim, que advertiu Nova Déli a não "superestimar a própria força" e lembrou a clara superioridade do seu próprio arsenal nuclear. Alguns sinais de alarme soaram entre as potências ocidentais. "Não há preocupações", disse o ministro das Relações Exteriores italiano, Giulio Terzi, à margem da reunião ministerial da Otan em Bruxelas, acrescentando que isso "talvez vá em tendência contrária aos objetivos do desarmamento, mas não é uma capacidade que se volta contra os interesses estratégicos da Aliança".
O Agni-V, de 17 metros de comprimento e de 50 toneladas, é composto por três fases e tem uma propulsão de combustível sólido. É capaz de transportar uma ogiva nuclear de até uma tonelada de peso. "Depois da partida, ele subiu em uma perfeita linha vertical e, segundo os dados coletados por uma complexa rede de radares ao longo da sua trajetória, ele respeitou todos os parâmetros estabelecidos", disse um executivo do DRDO. Uma falsa ogiva, transportado pelo míssil, teria, então, acertado um alvo no Oceano Índico.
Tendo custado 480 milhões e sendo quase inteiramente de produção indiana, o míssil será testado novamente várias vezes ao longo dos próximos três ou quatro anos antes de entrar no arsenal de mísseis indiano, composto pelos primeiros três da série Agni (de médio alcance, ou seja, de 700 até 2 mil quilômetros), nascidos para um fim antipaquistanês.
Deve-se ressaltar que, à frente do projeto, está uma cientista de Kerala, Tessy Thomas, também chamada de "Agni Putri" ("filha do fogo", em sânscrito), que lidera uma equipe de 400 especialistas. "A missão foi perfeita, e todos os esforços desses últimos três anos de trabalho já deram os seus frutos".
Segunda, 06 de agosto de 2012
Índia: a oração antinuclear
Uma oração contra o "braço de ferro" atômico. Enquanto a Índia desafia a China a golpes de testes nucleares, as Igrejas cristãs indianas invocam o desarmamento. A iniciativa é do Conselho Nacional de Igrejas (NCCI), que exorta os fiéis indianos a celebrar o dia 6 de agosto (67º aniversário do holocausto atômico de Hiroshima), promovendo uma mobilização pela desnuclearização.
A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 05-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em particular, a Igreja Católica está comprometida com o imediato fechamento da usina de Koodankulam (em Tamil Nadu) e a gradual eliminação de todas as centrais existentes na Índia, com uma moratória sobre todos os projetos nucleares e com uma decisiva virada rumo a fontes alternativas de energia e ecocompatíveis.
Essas são as exigências apresentadas ao governo indiano pela Comissão "Justiça e Paz" dos bispos indianos, que manifesta plena solidariedade com todos aqueles que (sem distinção de etnia, religião, casta, status social) levam adiante há meses o protesto não violento em Tamil Nadu (sul da Índia) pelo fechamento da central nuclear de Koodankulam.
Em uma nota enviada à Agência Fides, o secretário da Comissão, Charles Irudayam, o bispo presidente, Yvon Ambroise, e outros bispos membros, como Gerald Almeida e Mathew Arackal, pediram que o governo "garanta a proteção dos cidadãos e o seu direito à vida", sancionado pelo artigo 21 da Constituição, além de proteger o ecossistema e a natureza (artigo 51 da Carta). Mas, para o governo indiano, a carta nuclear tem uma importância principalmente geopolítica.
A Índia, de fato, desafia a China. Nova Déli recentemente testou um novo míssil balístico nuclear que permite superar o desequilíbrio militar com Pequim e, no futuro, começar a fazer parte do clube exclusivo de países que possuem mísseis intercontinentais de longo alcance. O teste de lançamento, de uma base na costa oriental, foi bem sucedido, segundo os cientistas indianos.
O míssil, que tem um alcance de 5.000 quilômetros e, portanto, é capaz de atingir cidades chinesas, russas e da Europa Oriental, é o quinto da série dos "Agni", assim chamados por causa do deus do fogo dos hindus. O teste, realizado a partir da base de Wheeler Island, ao longo de Orissa, levantou um coro de reações entusiásticas por parte da cúpula política e militar.
O primeiro-ministro Manmohan Singh disse que isso representa um "marco para a defesa indiana, para a dissuasão militar e para as novas fronteiras científicas". O ministro da Defesa, A. K. Antony, felicitou os cientistas do centro de pesquisa militar DRDO pelo lançamento "perfeito".
Obviamente, foram de sinal contrário os comentários de Pequim, que advertiu Nova Déli a não "superestimar a própria força" e lembrou a clara superioridade do seu próprio arsenal nuclear. Alguns sinais de alarme soaram entre as potências ocidentais. "Não há preocupações", disse o ministro das Relações Exteriores italiano, Giulio Terzi, à margem da reunião ministerial da Otan em Bruxelas, acrescentando que isso "talvez vá em tendência contrária aos objetivos do desarmamento, mas não é uma capacidade que se volta contra os interesses estratégicos da Aliança".
O Agni-V, de 17 metros de comprimento e de 50 toneladas, é composto por três fases e tem uma propulsão de combustível sólido. É capaz de transportar uma ogiva nuclear de até uma tonelada de peso. "Depois da partida, ele subiu em uma perfeita linha vertical e, segundo os dados coletados por uma complexa rede de radares ao longo da sua trajetória, ele respeitou todos os parâmetros estabelecidos", disse um executivo do DRDO. Uma falsa ogiva, transportado pelo míssil, teria, então, acertado um alvo no Oceano Índico.
Tendo custado 480 milhões e sendo quase inteiramente de produção indiana, o míssil será testado novamente várias vezes ao longo dos próximos três ou quatro anos antes de entrar no arsenal de mísseis indiano, composto pelos primeiros três da série Agni (de médio alcance, ou seja, de 700 até 2 mil quilômetros), nascidos para um fim antipaquistanês.
Deve-se ressaltar que, à frente do projeto, está uma cientista de Kerala, Tessy Thomas, também chamada de "Agni Putri" ("filha do fogo", em sânscrito), que lidera uma equipe de 400 especialistas. "A missão foi perfeita, e todos os esforços desses últimos três anos de trabalho já deram os seus frutos".
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
"mas vós a tendes convertido em covil de ladrões'".
E
disse-lhes Jesus: "Está escrito: 'A minha casa será chamada casa de oração; mas
vós a tendes convertido em covil de ladrões'". (Mateus 21.13)
Cuidado com o Voto de Cajado! Cuidado com pastores e candidatos! Devemos pensar e agirmos politicamente, mas não induzindo o rebanho de Cristo a determinados candidatos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
vc tem medo de psicólogo?
Eu no teste psicotécnico na segunda-feira q passou: Eu entro na sala, sou tipo o último a se localizar na sala para o processo coletivo com um monte de gente, e a única cadeira q vejo é a q fica de frente pra psicóloga. Penso eu: "Droga, vou ficar de cara pra psicóloga, o primeiro da fila sempre se ferra...". Aí passei pela cadeira tentando fingir uma normalidade indo em direção a última cadeira. ...De repente a psicóloga fala: "Ei, senta aqui na frente!" e completou me perguntando: "Não acredito...q vc tem medo de psicólogo". Aí eu respondi: "De psicólogo não tenho medo; tenho medo de dentista!...". Bom, se bem q sei lá, sempre acho q os psicólogos estão me analisando informalmente. Mas eu me contive e não citei outra profissão q me deixa com medo diante das leis da física...
"Considerai como se vestem os insetos"
Se eu fosse parafrasear Jesus a respeito da ansiosa solicitude pela vida seria depois de ver essa foto mais ou menos assim: "E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como se vestem os insetos (...). Eu contudo vos afirmo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer um deles em seu orvário."(...) Bom, seria mais ou menos assim, e paro por aqui, por ora e continuo minha meditação na vida.rsss
A vida dos insetos retratada bem de perto por um fotógrafo amador muito talentoso. Isto, são gotas de orvalho. http://grn.vn/QgtRwm
Jorge Tonnera Jr.
Oi, eu sou a Verdade. Muito Prazer!...
E Pilatos perguntou a Jesus; "O que é a verdade". Ela não é um conceito. Apesar de quererem prendê-la em um madeiro, anulá-la, queimá-la, assassiná-la, prostituí-la, vendê-la, estuprá-la, guardá-la em uma caixa, um livro, uma religião, uma opnião, um partido político, uma facção, uma ideologia, uma qualquer coisa; acima de tudo ela é una, indivisível e acima dos interesses pessoais. O Reino do Messias conforme nas Escrituras Sagradas não é comida nem bebida mas Justiça, paz e alegria no Espírito Santo. A verdade estava de frente pra Pilatos.
Jorge Tonnera jr
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O paradoxo do tempo
George Carlin foi um humorista, autor e ator norte-americano. Carlin era um crítico da sociedade, o que lhe tornou famoso e ao mesmo tempo fez com que fosse preso algumas vezes. O texto abaixo do Paradoxo do tempo é realmente verdadeiro.
O Paradoxo do TEMPO
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Presos pedalam para gerar energia e iluminar cidade de Minas
Existem algumas inicativas muito interessantes acerca de convivência, devolução do que se perdeu, justiça e ressocialização de pessoas que cometeram crimes e foram presos. Por exemplo, detentos que plantam mudas de árvores (muitas mudas por mÊs!) ou ainda a revalorização de objetos que se transformaram em resíduos para fabricação de bolsas. Hoje descobri via site do yahoo que repassou a informação do site Ciclovivo que em MG presos estão pedalando para gerar energia elétrica e diminuir sua conta negativa com a sociedade.
Idéias que fazem as pessoas produzirem e não serem consumidoras é imprescindível no combate a criminalidade e violência.
Presos pedalam para gerar energia e iluminar cidade de Minas
Postado em 27/06/2012 às 09h00
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/
Os presos pedalam durante o dia inteiro e conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas. Foto: Reprodução
Os presos da cidade mineira Santa Rita do Sapucaí estão tendo a oportunidade de reduzirem suas penas desenvolvendo uma atividade sustentável. Eles pedalam para gerar energia elétrica e assim ajudam a iluminar a região.
São apenas duas bicicletas em funcionamento. Os presos pedalam durante o dia inteiro, desta forma conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas e iluminar uma das praças da cidade.
Por enquanto, as duas bikes ficam no pátio do presídio. Um aparelho localizado no guidão indica a hora de parar. A ideia do projeto é colocar pelo menos dez bicicletas no presídio e obter energia para iluminar uma avenida inteira.
O projeto é do juiz da cidade, José Henrique Mallmann. Através da internet, ele viu que a ideia das bikes que geram energia era aplicada com sucesso nas academias norte-americanas. Inicialmente, a ideia não foi tão bem recebida, mas logo os detentos aceitaram participar apesar de não serem obrigados a pedalar. Para os presos, há duplo beneficio: eles mantêm a forma e, o mais importante, cada 16 horas pedaladas representam um dia a menos na cadeia.
“Eles estão se sentido úteis pedalando. Eles estão ganhando remissão e produzindo energia, energia saudável. Hoje se fala muito em sustentabilidade”, afirmou o diretor do presídio, Gilson Rafael Silva, ao Jornal EPTV.
O Presídio de Santa Rita do Sapucaí tem 130 detentos. O mesmo juiz já implantou um sistema em que os detentos trabalham e parte dos salários que recebem é encaminhado às vítimas. No projeto atual, apenas os que cometeram pequenos roubos e furtos estão participando.
A instituição está aberta para receber doação de bicicletas, mesmo que os equipamentos não sejam novos. Com informações do G1.
Redação CicloVivo
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/
Idéias que fazem as pessoas produzirem e não serem consumidoras é imprescindível no combate a criminalidade e violência.
Presos pedalam para gerar energia e iluminar cidade de Minas
Postado em 27/06/2012 às 09h00
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/
Os presos pedalam durante o dia inteiro e conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas. Foto: Reprodução
Os presos da cidade mineira Santa Rita do Sapucaí estão tendo a oportunidade de reduzirem suas penas desenvolvendo uma atividade sustentável. Eles pedalam para gerar energia elétrica e assim ajudam a iluminar a região.
São apenas duas bicicletas em funcionamento. Os presos pedalam durante o dia inteiro, desta forma conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas e iluminar uma das praças da cidade.
Por enquanto, as duas bikes ficam no pátio do presídio. Um aparelho localizado no guidão indica a hora de parar. A ideia do projeto é colocar pelo menos dez bicicletas no presídio e obter energia para iluminar uma avenida inteira.
O projeto é do juiz da cidade, José Henrique Mallmann. Através da internet, ele viu que a ideia das bikes que geram energia era aplicada com sucesso nas academias norte-americanas. Inicialmente, a ideia não foi tão bem recebida, mas logo os detentos aceitaram participar apesar de não serem obrigados a pedalar. Para os presos, há duplo beneficio: eles mantêm a forma e, o mais importante, cada 16 horas pedaladas representam um dia a menos na cadeia.
“Eles estão se sentido úteis pedalando. Eles estão ganhando remissão e produzindo energia, energia saudável. Hoje se fala muito em sustentabilidade”, afirmou o diretor do presídio, Gilson Rafael Silva, ao Jornal EPTV.
O Presídio de Santa Rita do Sapucaí tem 130 detentos. O mesmo juiz já implantou um sistema em que os detentos trabalham e parte dos salários que recebem é encaminhado às vítimas. No projeto atual, apenas os que cometeram pequenos roubos e furtos estão participando.
A instituição está aberta para receber doação de bicicletas, mesmo que os equipamentos não sejam novos. Com informações do G1.
Redação CicloVivo
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Presidente mais pobre do mundo dá "dízimo" ao contrário
Este texto foi copiado de http://ocontornodasombra.blogspot.com.br/2012/06/presidente-mais-pobre-do-mundo-da.html
Presidente mais pobre do mundo dá "dízimo" ao contrário
Já que ontem falamos de
Ferrari,
hoje falaremos de Fusca. A gente fica imaginando se os políticos e certos
"pastores" e "bispos" do Brasil e do mundo não gostassem tanto de dinheiro e
tivessem a mesma atitude de José Pepe Mujica, presidente do Uruguai, que
diferente o mundo seria. A primeira matéria é do Portal
Vermelho e a segunda do Opera
Mundi:
Pepe
Mujica é o presidente mais pobre do mundo
Como prometido antes da
eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena
fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia
deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o
presidente mais pobre do mundo.
Pepe
recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de
seu salário, ou seja, fica somente com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda
25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas
empresas e ONGs que trabalham com habitação.
“Este
dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com
menos”, diz o presidente.
Aos 77
anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a
companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de
sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em
pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet
Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus
rendimentos.
Sem
contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que
espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.
Presidente
do Uruguai oferece palácio do governo para moradores de rua
José Mujica teme que não
haja vagas suficientes em abrigos durante o próximo inverno
O
presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31/05) sua
residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso
faltem vagas em abrigos oficiais do governo.
Ele pediu
que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para
serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a
necessidade da concessão da sede da Presidência.
De acordo
com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez
y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.
No último
dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência
presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social.
Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.
O
presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio,
localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo
seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio
durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente
progressistas da história do Uruguai.
No
inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por
hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da
ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.
Moradias
populares
Em julho
de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio,
localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o
banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões dólares e
abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.
A venda
dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em
março de 2010. Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano
Juntos de Moradias. Também é planejado o financiamento de uma escola agrária na
região, onde jovens de baixa renda poderão ter acesso a cursos técnicos.
Jardineiros ou pessoas de sucesso? Do que precisamos realmente?!
Recentemente li dois textos de fontes distintas, mas que relendo os dois vislumbrei o quão em comum havia por meio de uma simples imagem...
"O planeta não precisa de mais pessoas de sucesso.
O planeta não precisa de mais "pessoas de sucesso". O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo. Preci...sa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido".
Movimento Novos Rurais
https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture
O planeta não precisa de mais "pessoas de sucesso". O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo. Preci...sa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido".
Movimento Novos Rurais
https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Dance, Nietsche...Dance!!!
"Nietsche disse que jamais poderia crer num Deus que não dançasse. E ele está c...erto. Estava. Porque Jesus de Nazaré é Deus que dança. O pai do filho pródigo não só manda botar um anel no dedo, sandália nos pés, a dar ao filho a melhor roupa, mas também manda matar um novilho cevado; mas também manda contratar a melhor banda da cidade; e chama os convidados. E é o irmão mais velho, que tem uma cabeça neuroticamente religiosa, como a dos fariseus, é que chega, e vê a festança, e se nega a entrar..." Caio Fabio D'Araújo Filho
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O Caminho, o Caminho do lixo e a reciclagem da vida!
Convite aos cariocas: caminhada ecocidadã dia 02/junho
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