domingo, 30 de setembro de 2012

“Cavalete Parade”.

É com alegria ver idéias que se contrapõem a um conceito de democracia que nos aprisiona. Segue a notícia. Diga-se de passagem eu tive também essa mesma idéia.
Às vezes vc olha pra certas coisas, idéias q vc teve mas não fez por n razões, e vê alguém q tmb teve e fez...por um lado vc fica alegre, por outro insatisfeito por não ter concretizado. Naturalmente o mais importante é que alguém fez...

O link do site copiado é http://eleicoescariocas.com.br/cavaletes-propaganda/

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Postado em 29/09/2012 | por Rafael Rezende
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Cavaletes: A Arte da (péssima) Propaganda Política.

O dia de votar pelo futuro político da cidade nos próximos 4 anos está chegando. Passados os meses de propaganda eleitoral, paramos pra pensar sobre o que surgiu de bom e o que não devemos deixar acontecer outra vez. A cada eleição vê-se um esforço grande por parte de alguns em tornar o processo eleitoral ainda mais democrático.
Garantir mais informação verdadeiramente imparcial ou assumidamente parcial, cobrar para que as leis tornem a possibilidade de candidatura restrita apenas a candidatos limpos, entre outras ações, surgem nesses ciclos de 2 anos e viram pautas importantes pra todo o país.
Nessa eleição não foi diferente. Podemos destacar uma polêmica: Os Cavaletes.
A recente Lei das Eleições, de 1997, vem sido atualizada para acompanhar a evolução das tecnologias e do comportamento do eleitorado, mas, com razão, os eleitores ainda não estão satisfeitos.
Mesmo com a poluição visual muito reduzida com a proibição de Outdoors políticos na cidade, percebe-se que, não entendendo os anseios da sociedade, muitos políticos insistem em gastar verbas e verbas de campanha mandando imprimir enorme estruturas de madeira, ferro e lona, onde estampam seus sorrisos photoshopados, slogans clichês e números coloridos. Vereadores quase sempre acompanhados “virtualmente” dos atuais prefeitos, governadores ou da presidente pra que ainda seja feita uma falsa associação de imagens e valores.
Os famosos “Cavaletes” não expressam nenhuma ideologia política. É dinheiro gasto com marketing de insistência. É inútil pro eleitor e foi então o que vimos acontecer nessas eleições.
Um forte movimento contra essas peças publicitárias surgiu no início do período de campanhas. Fortalecido pelas redes sociais e conseguindo espaço na grande mídia, incontáveis imagens foram compartilhadas incentivando a pixação, destruição e até o roubo de cavaletes que possam estar infringindo a legislação eleitoral.
Segundo a legislação, os cavaletes só podem ser instalados nas vias públicas entre às 6h e às 22h e não podem atrapalhar o trânsito de pessoas e carros. Além disso, a regra estabelece que as propagandas não podem ser instaladas em praças e jardins públicos e não devem ser amarrados a postes iluminação, sinalização e a árvores. Saiba mais sobre a lei.
Apesar do grande número de denúncias, poucos fiscais pra cuidar de todo o trabalho, o cidadão não tem o direito de intervir nas placas, segundo a justiça eleitoral. Na semana passada, um professor foi agredido e preso por ter destruído placas no Rio.
O principal movimento contra cavaletes, com grande repercussão no Brasil, foi o “Cavalete Parade”. A idéia, que surgiu de dois publicitários de São Paulo, era organizar um evento para que pessoas que já não aguentam mais cavaletes pudessem levar algum que tenham retirado de circunstâncias irregulares e criado uma arte em cima.

O evento aconteceu hoje, dia 29, e com o sucesso do evento de São Paulo no Facebook, outras capitais e cidades do Brasil entraram em contato com a página oficial do Cavalete Parade pedindo para que fosse criado um evento oficial nesses outros municípios do Rio. O interessante é que, fora o de São Paulo, os eventos aconteceram sem nenhuma organização oficial. Apenas marcaram a data e a hora e todos estavam lá.
O Meu Rio foi cobrir a exposição que rolou na cidade, em frente à ALERJ. Clica na foto aí em baixo pra conferir as fotos da cobertura completa que fizemos.

Aqui no Meu Rio acreditamos que cada vez menos os eleitores serão conquistados por esse tipo de campanha. Um candidato deve querer divulgar as suas propostas e fazer com que elas sejam ouvidas e discutidas.
O Verdade ou Consequência foi criado pra isso: Escolher um voto pra quem vai te representar nas decisões da cidade não deve ser por uma simples afinidade ou indicação.
É preciso pesquisa.

sábado, 29 de setembro de 2012

Vaga Viva

A questão da Mobilidade Urbana é linda e cativante. Sobretudo quando nós enquanto oprimidos resolvemos puxar as mangas. As vezes a gente puxa as cadeiras também.rs

Segue texto abaixo copiado do site:
http://transporteativo.org.br/wp/2012/09/29/vaga-viva-2012-consagracao/

Vaga Viva 2012 – Consagração

Quem diria que aquela idéia maluca de 'roubar' duas vagas de carro em pleno centro do Rio de Janeiro num país que ama automóveis teria, seis edições e sete anos depois uma verdadeira consagração como que ocorreu na vaga viva carioca de 2012.
Seguindo a tradição da TA simplificamos a 6ª Vaga Viva reduzindo a quantidade de materiais. Foi apenas a grama, um banco de madeira plástica com um lugar e quatro pufes de PET (encapados para evitar que roubem a cena). O tonel da Grama serviu de display de folhetos e a Clarisse do ITDP levou uma mesinha.
A chegada foi cedo, às 5:15 a grama já estava desenrolada e em pouco mais de 10 minutos Vaga Viva montada. Vale ressaltar que às 5:45 não havia mais vagas para carros naquele quarteirão da rua. Surreal.
Logo cedo um fenômeno emocionante que se repetiria ao longo de todo dia. Visitantes veteranos apareceram aos montes, uns me chamavam pelo nome, muitos perguntavam pelo outro (Zé Lobo) e todos eram generosos em sorrisos e apertos de mão. Dá até nó na garganta só de lembrar.

A primeira pessoa a usar a vaga viva como passagem o fez às 5:35 e dali em diante só fez aumentar chegando ao pico de 1800 pessoas por hora ali pelo meio-dia (contagem feita por amostragem).
Entregadores, triciclos, cadeirantes, gente de muleta e um sem fim de pessoas desembracaram de táxis e carros em frente à grama.
Pouco antes do meio dia a primeira surpresa. Do restaurante vegetariano em frente sai uma funcionária com um copo de refresco de maracujá! E com gelo!

E pouco depois do almoço o mais impressionante, ganhamos um girassol para enfeitar a Vaga Viva, dada por uma floricultura ali perto. Nessa hora eu já tava meio sem voz de tanto falar com as pessoas e me dei conta que a Vaga Viva já está consagrada na Senador Dantas e sei disso porque pelo sexto ano a reclamação que mais ouço é que será apenas um dia e que devíamos fazer todos os dias.

domingo, 16 de setembro de 2012

deixem o Ecce Homo de Cecília como está!


 
Ecce Homo, ou traduzindo, "Eis o Homem", são as palavras, pela Vulgata (Tradução latina), que Pôncio Pilatos teria dito ao apresentar Jesus Cristo flagelado, atado e com a coroa de espinhos perante a multidão hostil para ser tomada a decisão final sobre a sua pessoa, de acordo com o evangelho. João (19.5)
Ecce Homo é também o nome de uma pintura representando Jesus Cristo pintado pelo artista Elías García Martínez em um dos muros de uma igreja no início do século XIX. Pintura essa que devido a uma "restauração" não tão fiel a pintura ficou conhecida mundialmente recentemente. Tudo porque uma senhora idosa de nome Cecilia Giménez resolveu la e acabou ficando muito, mas muito diferente, considerada até tosca. Tal obra já virou até grafite em muros urbanos. Centenas de pessoas lotaram a igreja com o objetivo de ver a restauração feita por Cecilia Giménez.



Segundo relatos da imprensa uma Equipe iá "re-restaurar" ou "desrestaurar" 'Ecce Homo'. Segundo afirmam 'Teoricamente é possível, mas precisamos ver na prática', disse um especialista.
Do original ao atual.
No entanto, o que um olhar mais profundo sobre ela pode dizer?

Se analisármos inteligentemente a obra original e a atual de Cecília "restaurada" veremos uma questão interessante. É bem possível e mais lógico que a figura de Cecília seja mais fiel a imagem verdadeira de Jesus do que a figura original. Isso porque durante muitos anos devido até mesmo a cristianização da Europa surge um Jesus europeu. As antigas obras de arte retratam um Jesus, bem como os santos apóstolos, como pessoas européias. Na verdade tais homens eram judeus, o que logicamente há uma diferença facial entre estes dois povos.

Assim sendo deixem o Ecce Homo de Cecília como está!

Uma boa notícia, parece que o bom senso vai prevalecer. Pela última notícia "a intenção dos restauradores é “retirar” a obra feita pela idosa espanhola e só depois restaurar a pintura original. Em síntese, a equipe de restauradores espanhóis quer preservar as duas obras". A Associação de Moradores do Santuário de Misericórdia de Borja emitiu um comunicado no qual dá "todo o apoio e reconhecimento" a Cecilia Giménez


Jorge TOnnera Jr.

domingo, 9 de setembro de 2012

Até no Lixão nasce flor

Essa está num muro na Rua Sara, bairro do Santo Cristo-Rio de Janeiro. Onde eu moro. Acho que foi a rapaziada do coletivo "I love MP". Me identifiquei bastante. O valor da arte está em expressar essa natureza humana que transcende o comum, ainda que use o comum.

sábado, 18 de agosto de 2012

O Jejum e as injustiças

‎"O jejum que desejo não é este, soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?" (Isaías 58:6-7)
 
 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Gari carioca, Renato Sorriso, estrela do Carnaval participará do encerramento das Olimpíadas

Reportagem do Portal R7 sobre uma figuraça das mais folclóricas aqui do RJ, a qual tenho satisfação de conhecê-lo e por vezes trabalhar com ele de vez em quando. Nessa matéria Paulo henrique Amorin entrevista o Renato Sorriso lá em Londres, com muito humor, naturalmente.
http://videos.r7.com/gari-carioca-que-brilha-no-carnaval-participa-do-encerramento-das-olimpiadas/idmedia/5023c3dfe4b08b1b47ee4190.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

C6H6

América Indígena, precursora do mundo 2.0

América Indígena, precursora do mundo 2.0
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Bernardo Gutierrez
 – 31/07/2012Posted in: Alternativas, Destaques, Pós-Capitalismo


Surpresa: práticas comunitárias dos povos pré-colombianos anteciparam atitudes de colaboração e compartilhamento que marcam a nascente cultura pós-capitalista

Por Bernardo Gutierrez* | Tradução: Daniela Frabasile

A economia compartilhada está em alta. O croud sourcing (compartilhar um trabalho colaborativo com uma multidão que atua em rede) já é conhecido. O croud funding (financiamento coletivo) chegou com muita força em setores como a cultura. A sociedade P2P (peer-to-peer, de pessoa a pessoa) — mais horizontal, participativa e menos fixada em retribuições econômicas, como definem Yochai Benkler ou Michel Bauwens — ilumina o túnel, como uma das possíveis saídas pós-capitalistas. O commons – o bem comum e os bens coletivos – está em pauta. O co-working já não é tendência: é realidade. Infelizmente, há quem só acredite nessas novas práticas e realidades se um guru do Vale do Silício fala sobre elas. E se existe um termo em inglês…

Surpresa: se estudarmos as práticas da América pré-colombiana veremos que todos os indígenas praticavam o crowd funding, crowd sourcing ou as dinâmicas participativas da era 2.0. A chegada dos povos africanos, com uma forte origem coletiva, também transformou a América (principalmente a latina) em um grande território do comum (commons territory, para aqueles que preferirem). A América pré-capitalista era chic, cool e 2.0, não é mesmo? E ainda é. Os indígenas anteciparam-se em vários séculos no que diz respeito à chamada economia do compartilhamento (sharing economy). A mega crise mundial está pressionando a produção a uma mudança irreversível. E o pós-capitalismo tem algumas de suas raízes naquele pré-capitalismo da América indígena.
 Nota aos incrédulos: preparei uma rápida revisão de alguns termos e práticas colaborativas dos povos indígenas da América Latina. Que cada um complete e atualize a lista como queira, porque sem dúvida é apenas uma aproximação.

Tequio. É uma forma de trabalho em prol do coletivo muito enraizado na cultura zapoteca. Os integrantes de uma comunidade fornecem material ou sua força de trabalho para realizar uma obra comunitária. Pode ser uma escola, um poço ou uma estrada. O indivíduo não pode ser nunca o único a ser beneficiado pelo tequio. Tem um toque de crowd sourcing, um pouco de crowd funding e muito de commons. O tequio ainda funciona em alguns estados mexicanos. Em Oaxaca, está protegido por uma lei estatal. Existem outros termos para práticas similares, como gozona e o trabalho a mano vuelta.

Potlatch. As tribos indígenas do Pacífico, nos Estados Unidos e Canadá, praticavam um ritual de troca que, na essência, é igual à troca de arquivos peer-to-peer da era digital. O potlatch, usado pelos povos Haida, Tlingit, Tsimshian, Salish, Nuu-chah-nulth, e Kwakiutl, é o peer-to-peer em estado puro. O potlatch não era um escambo. Os povos distribuíam alimentos (principalmente carne de foca e salmão) e riqueza para outras tribos que não tinham vivido um bom ano. Um detalhe importante: alguns colonizadores europeus enriqueceram-se graças ao potlatch. Exatamente como os cantores famosos que, segundo estudos, beneficiam-se da troca de arquivos entre usuários — que alguns empenham-se em chamar de pirataria…

Guelaquetza. A tradição de guelaguetza, do estado mexicano de Oaxaca, lembra uma mescla do tequio e do potlatch. A palavra significa “troca recíproca de presentes e serviços”. Sua prática se tece entre as relações recíprocas que unem as pessoas. É a base de uma rede de cooperação entre famílias e até entre povos e municípios. A guelaguetza deriva também de uma celebração sincrética que acontece na cidade de Oaxaca.

Minga. É um termo quechua que define um mecanismo ancestral de trabalho coletivo, muito comum no norte do Peru e no Equador. O objetivo da comunidade está acima de qualquer benefício individual. A colaboração, acima da competição. É 100% commons economy + crowd sourcing. Não é coincidência que a Cultura Senda, que trabalha com a cultura de rede, tenha realizado recentemente, em Quito, um seminário chamado Open Minga. A minga, segundo o texto da Cultura Senda, “implica no desafio de superar egoísmos, protagonismos, desconfianças, preconceitos e inveja; males que muitas vezes espreitam o trabalho coletivo e a mobilização social”. Além disso, “implica em aprender a escutar e obedecer propondo”.

Ayni. Trata-se de algo com significado muito próximo da minga, que define um sistema de trabalho de reciprocidade familiar entre os membros da ayllu (uma comunidade que trabalha com a propriedade coletiva). O mais comum é trocar trabalhos na agricultura, pastoreio, cozinha ou na construção de casas. Essa tradição continua viva não apenas em muitas comunidades camponesas, mas também na população mestiça no Equador, Bolívia, Peru e Chile. Os bancos de tempo, para troca de serviços no movimento espanhol 15-M por exemplo, têm muito de ayni.

Mutirão. É um termo de origem tupi, usado no Brasil para definir uma mobilização coletiva baseada na ajuda mútua não remunerada. A definição de mutirão na Wikipedia é bastante redonda: “uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo e na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e se ajudam, com um sistema rotativo e sem hierarquia”. É muito usado para ações coletivas não remuneradas como limpeza de parques, ruas , escolas… Para esta prática de ação comunitária existem muitos sinônimos: muxirão, muxirã, muquirão, putirão, putirum, pixurum, ponxirão, punxirão ou puxirum.

Córima. O povo mexicano rarámuri, que vive nas montanhas de Chihuahua, usa o termo córima para definir um ato de solidariedade com alguém que está passando mal. Não oferecer córima a alguém que precisa de ajuda é considerado uma violação de uma obrigação e uma ofensa. A definição também inclui a “prática do bem comum”. Não é muito relacionada à caridade, já que os rarámuri estão longe da moral católica. A máxima autoridade das decisões desse povo é a assembleia, como nos movimentos como 15M, Occupy Wall Street e o mexicano #YoSoy32.

Maloca. É uma casa comunitária utilizada pelas tribos indígenas da região amazônica do Brasil e da Colômbia. Nela, diferentes famílias convivem, Compartilham o lugar de trabalho, da mesma forma que os espaços de co-working. A propriedade é coletiva, como as ocupações (squatter communities) na Europa. O commons dita o dia a dia. De noite, a maloca é um centro de conhecimento. Contam histórias, mitos, lendas. As tendas da campanha da praça Tahir, no Cairo; na Puerta del Sol, de Madri; ou de Zuccotti Park, em Nova York, durante o Occupy Wall Street, poderiam ser a versão tecno dessas casas coletivas na Amazônia.

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 Bernardo Gutierrez (@bernardosampa) é jornalista, escritor e consultor digital. Pesquisa o mundo P2P e as novas realidades da cultura open source. Fundador da rede de inovação Futura Media.net

Pela Graça sois salvos, mediante a ...o que mesmo?


Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras, por Igrejas Ecocidadãs.

Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras.

Por Igrejas Ecocidadãs



Entre os dias 15 e 22 de junho de 2012 Igrejas Ecocidadãs estiveram presentes na cidade do Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20 (evento oficial da ONU), e da Cúpula dos Povos (evento paralelo organizado pela sociedade civil).

Como movimento cristão criado para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental, as Igrejas Ecocidadãs conseguiram reunir estrategicamente instituições, igrejas, organizações e pessoas, que deram voz histórica na Rio+20, por meio de acesso ao evento oficial da ONU e atividades autogestionadas na Cúpula dos Povos, que incluíram mesas de diálogo, dia de oração, caminhada pela sustentabilidade, coleta de assinaturas para a petição “Fale por um Mundo Justo e Sustentável” e entrega simbólica de mais de 400 cartões da petição assinados ao ministro Gilberto de Carvalho, entre outras atividades.

Em meio às diversas iniciativas da sociedade civil, as quais buscavam discutir e refletir sobre ações práticas para o desenvolvimento sustentável, o documento final da conferência oficial – com 49 páginas e 283 parágrafos, assinado por 188 países e intitulado “O futuro que queremos” (disponível em inglês e espanhol no site da ONU) – apenas elencou diversos problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável, não apontando  caminhos e metas claras e práticas para solucioná-los. Dessa forma, a maioria das decisões efetivas ficou postergada para o ano de 2015, prazo também para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Embora entendamos a complexidade de uma negociação por consenso entre quase duzentos países, como cristãos, não concordamos em ter um documento chamado “O futuro que queremos” se este documento não menciona responsabilidades específicas e prazos para adoção de medidas por uma real sustentabilidade. A população mundial já chegou a 7 bilhões e há tempos os limites ambientais de nosso planeta já foram ultrapassados devido ao modelo atual de produção e consumo. Esperávamos, portanto, que este documento exigisse ações mais efetivas, que levasse em consideração os limites ecossistêmicos do planeta e a desigualdade social entre as nações. A sociedade civil, na Cúpula dos Povos, apontou para outro caminho, uma discussão que olhasse o mundo para além da lógica desenvolvimentista, valorizando o ser humano. Pensar o futuro que queremos extrapola a lógica do desenvolvimento e nos coloca diante do desafio de preservar a vida!

Ainda assim, para nós do Movimento Igrejas Ecocidadãs, o resultado desta conferência é positivo, à medida que temos mobilizado a sociedade civil em busca da construção de ações socioambientais que garantam, por exemplo, o acesso universal à água e alimento no curto prazo. Cremos que as discussões da transição para um planeta mais equilibrado devam ser permeadas por uma agenda ética e moral cristã, a qual poderá nortear as principais metas a serem adotadas pelos governos nos próximos anos.

Acreditamos que deve existir diálogo, compromisso e amor entre as gerações para se promover o desenvolvimento sustentável. O cristianismo, neste contexto, tem todo o potencial para ser a ponte ética na construção de alternativas, trazendo significado espiritual, social e ambiental. Cremos que a fé bíblica é essencial para a solução de nossos problemas sociais e ambientais e, por isso, desafiamos as igrejas locais a assumirem os seguintes compromissos:
 1.Reconhecer que o cuidado com a criação de Deus – criador dos céus e terra, fundador do mundo e tudo o que nele existe – faz parte também da missão da igreja;
 2.Arrepender-se de sua omissão no cuidado ao meio ambiente, e repudiar o modo com o qual temos permitido a destruição do trabalho do Criador;
 3.Informar sistematicamente e envolver ativamente a comunidade de fiéis nos temas socioambientais, oportunizando o contato com a base teológica sobre o tema;
 4.Incentivar entre seus membros a adoção de um estilo de vida simples e solidário, modelo vivido e pregado por Jesus Cristo;
 5.Reavaliar o uso e destinação que a igreja faz dos recursos naturais e materiais (água, energia, papel, embalagens, copos descartáveis, lixo, esgoto, etc.);
 6.Envolver-se com a comunidade onde está inserida, a fim de buscar coletivamente soluções para os problemas locais;
 7.Resgatar o vínculo teológico a respeito das questões socioambientais, a partir dos seus líderes e pastores, incluindo seminários;
 8.Envolver-se ativamente com as Igrejas Ecocidadãs a fim de ampliar o debate entre organizações cristãs sobre questões socioambientais e a base de fé cristã;
 9.Ampliar a visão de missão e diaconia, contribuindo financeiramente com projetos socioambientais, prioritariamente locais.

Por fim, o Movimento Igrejas Ecocidadãs reconhece que por meio de Cristo nos reconciliamos com Deus e consequentemente esta reconciliação é estendida a toda a criação da qual fazemos parte e nos relacionamos de forma interdependente. Portanto, fomos chamados a responder a ordem que nos é dada em Gênesis 1:28 e 2:15, onde devemos nos comprometer em agir de forma consciente e cuidadosa.

Igrejas Ecocidadãs é um movimento de pessoas e organizações cristãs que se uniram para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental. Esta união foi impulsionada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (também conhecida como Rio+20) realizada em junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre Igrejas Ecocidadãs no site www.igrejasecocidadas.org.br, Facebook e Twitter (@IgrejasEco).

Segunda foto de Marte


O Império (Capitalista) chega sempre logo...

Última forma: Igreja Universal requer mudança de nome para Igreja Universal Interplanetária do Reino de Deus.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Índia: a oração antinuclear

Do site Da Universidade Humanitas Unisinos
Segunda, 06 de agosto de 2012

Índia: a oração antinuclear


Uma oração contra o "braço de ferro" atômico. Enquanto a Índia desafia a China a golpes de testes nucleares, as Igrejas cristãs indianas invocam o desarmamento. A iniciativa é do Conselho Nacional de Igrejas (NCCI), que exorta os fiéis indianos a celebrar o dia 6 de agosto (67º aniversário do holocausto atômico de Hiroshima), promovendo uma mobilização pela desnuclearização.
A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 05-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em particular, a Igreja Católica está comprometida com o imediato fechamento da usina de Koodankulam (em Tamil Nadu) e a gradual eliminação de todas as centrais existentes na Índia, com uma moratória sobre todos os projetos nucleares e com uma decisiva virada rumo a fontes alternativas de energia e ecocompatíveis.
Essas são as exigências apresentadas ao governo indiano pela Comissão "Justiça e Paz" dos bispos indianos, que manifesta plena solidariedade com todos aqueles que (sem distinção de etnia, religião, casta, status social) levam adiante há meses o protesto não violento em Tamil Nadu (sul da Índia) pelo fechamento da central nuclear de Koodankulam.
Em uma nota enviada à Agência Fides, o secretário da Comissão, Charles Irudayam, o bispo presidente, Yvon Ambroise, e outros bispos membros, como Gerald Almeida e Mathew Arackal, pediram que o governo "garanta a proteção dos cidadãos e o seu direito à vida", sancionado pelo artigo 21 da Constituição, além de proteger o ecossistema e a natureza (artigo 51 da Carta). Mas, para o governo indiano, a carta nuclear tem uma importância principalmente geopolítica.
A Índia, de fato, desafia a China. Nova Déli recentemente testou um novo míssil balístico nuclear que permite superar o desequilíbrio militar com Pequim e, no futuro, começar a fazer parte do clube exclusivo de países que possuem mísseis intercontinentais de longo alcance. O teste de lançamento, de uma base na costa oriental, foi bem sucedido, segundo os cientistas indianos.
O míssil, que tem um alcance de 5.000 quilômetros e, portanto, é capaz de atingir cidades chinesas, russas e da Europa Oriental, é o quinto da série dos "Agni", assim chamados por causa do deus do fogo dos hindus. O teste, realizado a partir da base de Wheeler Island, ao longo de Orissa, levantou um coro de reações entusiásticas por parte da cúpula política e militar.
O primeiro-ministro Manmohan Singh disse que isso representa um "marco para a defesa indiana, para a dissuasão militar e para as novas fronteiras científicas". O ministro da Defesa, A. K. Antony, felicitou os cientistas do centro de pesquisa militar DRDO pelo lançamento "perfeito".
Obviamente, foram de sinal contrário os comentários de Pequim, que advertiu Nova Déli a não "superestimar a própria força" e lembrou a clara superioridade do seu próprio arsenal nuclear. Alguns sinais de alarme soaram entre as potências ocidentais. "Não há preocupações", disse o ministro das Relações Exteriores italiano, Giulio Terzi, à margem da reunião ministerial da Otan em Bruxelas, acrescentando que isso "talvez vá em tendência contrária aos objetivos do desarmamento, mas não é uma capacidade que se volta contra os interesses estratégicos da Aliança".
O Agni-V, de 17 metros de comprimento e de 50 toneladas, é composto por três fases e tem uma propulsão de combustível sólido. É capaz de transportar uma ogiva nuclear de até uma tonelada de peso. "Depois da partida, ele subiu em uma perfeita linha vertical e, segundo os dados coletados por uma complexa rede de radares ao longo da sua trajetória, ele respeitou todos os parâmetros estabelecidos", disse um executivo do DRDO. Uma falsa ogiva, transportado pelo míssil, teria, então, acertado um alvo no Oceano Índico.
Tendo custado 480 milhões e sendo quase inteiramente de produção indiana, o míssil será testado novamente várias vezes ao longo dos próximos três ou quatro anos antes de entrar no arsenal de mísseis indiano, composto pelos primeiros três da série Agni (de médio alcance, ou seja, de 700 até 2 mil quilômetros), nascidos para um fim antipaquistanês.
Deve-se ressaltar que, à frente do projeto, está uma cientista de Kerala, Tessy Thomas, também chamada de "Agni Putri" ("filha do fogo", em sânscrito), que lidera uma equipe de 400 especialistas. "A missão foi perfeita, e todos os esforços desses últimos três anos de trabalho já deram os seus frutos".

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"mas vós a tendes convertido em covil de ladrões'".

E disse-lhes Jesus: "Está escrito: 'A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões'". (Mateus 21.13)
 
Cuidado com o Voto de Cajado! Cuidado com pastores e candidatos! Devemos pensar e agirmos politicamente, mas não induzindo o rebanho de Cristo a determinados candidatos.
 
 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

vc tem medo de psicólogo?

Eu no teste psicotécnico na segunda-feira q passou: Eu entro na sala, sou tipo o último a se localizar na sala para o processo coletivo com um monte de gente, e a única cadeira q vejo é a q fica de frente pra psicóloga. Penso eu: "Droga, vou ficar de cara pra psicóloga, o primeiro da fila sempre se ferra...". Aí passei pela cadeira tentando fingir uma normalidade indo em direção a última cadeira. ...De repente a psicóloga fala: "Ei, senta aqui na frente!" e completou me perguntando: "Não acredito...q vc tem medo de psicólogo". Aí eu respondi: "De psicólogo não tenho medo; tenho medo de dentista!...". Bom, se bem q sei lá, sempre acho q os psicólogos estão me analisando informalmente. Mas eu me contive e não citei outra profissão q me deixa com medo diante das leis da física...

"Considerai como se vestem os insetos"

Se eu fosse parafrasear Jesus a respeito da ansiosa solicitude pela vida seria depois de ver essa foto mais ou menos assim: "E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como se vestem os insetos (...). Eu contudo vos afirmo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer um deles em seu orvário."(...) Bom, seria mais ou menos assim, e paro por aqui, por ora e continuo minha meditação na vida.rsss
A vida dos insetos retratada bem de perto por um fotógrafo amador muito talentoso. Isto, são gotas de orvalho. http://grn.vn/QgtRwm
 
Jorge Tonnera Jr.

Oi, eu sou a Verdade. Muito Prazer!...


E Pilatos perguntou a Jesus; "O que é a verdade". Ela não é um conceito. Apesar de quererem prendê-la em um madeiro, anulá-la, queimá-la, assassiná-la, prostituí-la, vendê-la, estuprá-la, guardá-la em uma caixa, um livro, uma religião, uma opnião, um partido político, uma facção, uma ideologia, uma qualquer coisa; acima de tudo ela é una, indivisível e acima dos interesses pessoais. O Reino do Messias conforme nas Escrituras Sagradas não é comida nem bebida mas Justiça, paz e alegria no Espírito Santo. A verdade estava de frente pra Pilatos.

Jorge Tonnera jr

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O paradoxo do tempo

George Carlin foi um humorista, autor e ator norte-americano. Carlin era um crítico da sociedade, o que lhe tornou famoso e ao mesmo tempo fez com que fosse preso algumas vezes. O texto abaixo do Paradoxo do tempo é realmente verdadeiro.
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar,mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir maiscópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros
acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Presos pedalam para gerar energia e iluminar cidade de Minas

Existem algumas inicativas muito interessantes acerca de convivência, devolução do que se perdeu, justiça e ressocialização de pessoas que cometeram crimes e foram presos. Por exemplo, detentos que plantam mudas de árvores (muitas mudas por mÊs!) ou ainda a revalorização de objetos que se transformaram em resíduos para fabricação de bolsas. Hoje descobri via site do yahoo que repassou a informação do site Ciclovivo que em MG presos estão pedalando para gerar energia elétrica e diminuir sua conta negativa com a sociedade.
Idéias que fazem as pessoas produzirem e não serem consumidoras é imprescindível no combate a criminalidade e violência.


Presos pedalam para gerar energia e iluminar cidade de Minas
Postado em 27/06/2012 às 09h00
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/


Os presos pedalam durante o dia inteiro e conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas. Foto: Reprodução


 Os presos da cidade mineira Santa Rita do Sapucaí estão tendo a oportunidade de reduzirem suas penas desenvolvendo uma atividade sustentável.  Eles pedalam para gerar energia elétrica e assim ajudam a iluminar a região.

São apenas duas bicicletas em funcionamento. Os presos pedalam durante o dia inteiro, desta forma conseguem produzir energia suficiente para acender seis lâmpadas e iluminar uma das praças da cidade.

Por enquanto, as duas bikes ficam no pátio do presídio. Um aparelho localizado no guidão indica a hora de parar. A ideia do projeto é colocar pelo menos dez bicicletas no presídio e obter energia para iluminar uma avenida inteira.

O projeto é do juiz da cidade, José Henrique Mallmann. Através da internet, ele viu que a ideia das bikes que geram energia era aplicada com sucesso nas academias norte-americanas. Inicialmente, a ideia não foi tão bem recebida, mas logo os detentos aceitaram participar apesar de não serem obrigados a pedalar. Para os presos, há duplo beneficio: eles mantêm a forma e, o mais importante, cada 16 horas pedaladas representam um dia a menos na cadeia.

“Eles estão se sentido úteis pedalando. Eles estão ganhando remissão e produzindo energia, energia saudável. Hoje se fala muito em sustentabilidade”, afirmou o diretor do presídio, Gilson Rafael Silva, ao Jornal EPTV.

O Presídio de Santa Rita do Sapucaí tem 130 detentos. O mesmo juiz já implantou um sistema em que os detentos trabalham e parte dos salários que recebem é encaminhado às vítimas. No projeto atual, apenas os que cometeram pequenos roubos e furtos estão participando.

A instituição está aberta para receber doação de bicicletas, mesmo que os equipamentos não sejam novos. Com informações do G1.

Redação CicloVivo
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5103/presos_pedalam_para_gerar_energia_e_iluminar_cidade_de_minas/
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